sábado, 7 de maio de 2011

Compondo uma cor em Mi menor

Pega-se um som. Um som qualquer, desde que esteja dentro da escala de Mi menor. Então, você diz, não seria um som qualquer e sim uma nota. Mas todo som equivale a alguma nota, desde que se faça um estudo para se obter a definição exata de qual seria a nota daquele som dentro da escala musical que nós, pobres e exatos ocidentais, usamos.
Após pegar esse som, seja com as mãos, com os ouvidos ou com a mente, eleva-se esse material até que comece a ganhar cor, fria ou quente. Se quiser uma cor mais fria, pode-se mergulhar o som em materiais aquosos. Se quiser uma cor mais quente, pode-se friccioná-lo a grande velocidade até alcançar a tonalidade desejada.
Pronto! Você terá uma bela cor que solfejará em Mi menor, podendo ser usada em gravações de estúdios, shows ao vivo ou jams com os amigos pintores e/ou músicos.

Jackson Abacatu

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Voo livre

A liberdade, traçada no espaço, no vôo dos pássaros:
A imensidão infinita à espera, à disposição do vôo sem rumo na direção de um sonho.
As pegadas na areia, as ondas desmancham; nada sobra da história, embora ela continue.
Na sucessão dos minutos, dias, horas, anos... No pulso do tempo ficaram as marcas.
Os cabelos molhados, escorridos pelo rosto distante. Olhos inexpressivos, coração gelado.
Anda na tarde pela areia, repensa o amor, o gosto, o riso, o prazer... a dor. Alça vôo com os pássaros, se perde livre, em direção ao sol que se põe e vai, infinitamente liberta.

Glinka Stransky