O tempo passava e aqueles olhos na estante, observavam cada vez mais:
- Os livros, cada qual a seu modo, várias literaturas, velocidades ou, paragens do pensar, (e)levando o leitor à pontos outros de vista.
E, em instantes vários, os olhos, em dias de chuva, gotejavam-se pelas páginas de autores de outras terras, de dias quentes na página 5 de um livro sobre a África Setentrional. E sem perceber embalava-se em vertigens por estar caminhando (a)tempos no deserto, à espera de estâncias menos áridas, de ventos trazendo o frescor de horas amenas e silenciosas que, desaguando em rios, não os mesmos transbordados aos olhos, seguem em seus caminhos desenhando em cores, a paisagem viva de seus entornos e contornos.
O olho, mesmo em desertos, sabe o Norte, Sul e Oeste de algumas de suas ilustrações do mundo, de textos já lidos e dos ainda por terminar. De seus traços e rabiscos sobre um determinado ponto, mais em vista o ponto de fuga.
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Gustavo felix
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